Pronto-Socorro de São Pedro da Aldeia adquire usina de oxigênio para produção local e se torna a única da região dos lagos com o equipamento

São Pedro da Aldeia se torna com a aquisição, a única cidade da região dos lagos com o
produção local de oxigênio. Foto: Ascom PMSPA

O Pronto-Socorro Municipal de São Pedro da Aldeia, gerido pela Organização Social Geração de Semelhantes, adquiriu recentemente uma usina de oxigênio, com capacidade de produção de até 9.9 m³ do gás. A medida tem como objetivo gerar economia e autonomia, otimizar o atendimento oferecido aos pacientes e facilitar a administração do serviço. Com o novo sistema, o fornecimento de oxigênio em cilindros, utilizado desde a inauguração da unidade, passa a estar vinculado à usina, oferecendo maior segurança.

Acompanhado da assessora administrativa da unidade, Flávia Coelho, o coordenador administrativo do Pronto-Socorro, Rodrigo Raposo, falou sobre a iniciativa. “A produção da usina atende até o triplo do que o Pronto-Socorro está acostumado a consumir, então vai ser positivo porque não vai existir falhas por aumento de demanda. Se, por ventura, a usina apresentar alguma falha teremos o antigo sistema de cilindros como backup e nunca ficaremos sem oxigênio. Agora temos o gás, ar comprimido e vácuo pelo mesmo valor que gastávamos só com oxigênio”, afirmou Rodrigo.

As duas principais unidades de saúde de São Pedro da Aldeia, Pronto-Socorro e Unidade de Pronto Atendimento (UPA), são as únicas da Região dos Lagos a contar com a produção local do elemento. O padrão de atendimento da unidade municipal em relação ao consumo do oxigênio gira em torno de 3m³ por hora. Em um mês, a unidade gastava com cerca de 2.000m³ (200 cilindros de oxigênio) e, após a aquisição da usina, o número caiu para 980m³.

Apesar de simples, o processo de produção da usina agrega muita tecnologia, envolvendo a passagem de ar comprimido sob pressão por uma peneira molecular, uma espécie de filtro que expele outros gases e encaminha o oxigênio com cerca de 93% de pureza para utilização. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estipula que a pureza do exigência medicinal deve variar entre 92% e 95%.

De acordo com o engenheiro responsável do Solidaire, Luiz Claudio Schmidt, o consumo de energia da usina é de 400 watts por hora, o que equivale a dois computadores ligados. “Disponibilidade de oxigênio e ar comprimido é o que toda unidade hospitalar precisa para começar a funcionar. Atualmente, temos três formas de fornecimento do oxigênio: líquido, por cilindros e, o mais recente em termos de tecnologia, a produção local. Em unidades com o perfil do Pronto-Socorro de São Pedro da Aldeia, a produção local de oxigênio é cerca de 50% mais barata do que qualquer outra opção, além de tirar da administração a necessidade de gerenciar estoque e o manuseio do equipamento”, explicou.

A produção local possibilita a regulagem da pureza do oxigênio, temperatura e pressão, além de armazenar informações como os picos de consumo, dentre outros pontos. Quando a pressão da usina cai, o antigo equipamento entra em uso automaticamente. O Pronto-Socorro aldeense tem capacidade de estocar cerca de 40 cilindros de oxigênio, demandando questões de logística e trocas manuais.

Créditos à Ascom PMSPA

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