Aroeira aldeense passará por pesquisas científicas e deverá se tornar referência para o Brasil

A "Pimenta Rosa", como também é conhecida a aroeira, de São Pedro da Aldeia passará
por estudos e pode se tornar referência nacional. Foto: Ascom PMSPA

Uma parceria entre a Secretaria Municipal de Agricultura, Abastecimento, Trabalho e Renda (Sagat) e Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-RJ), permitirá aprofundar pesquisas sobre as aroeiras da reserva florestal legalizada existente no Assentamento Ademar Moreira, no bairro São Mateus, Zona Rural de São Pedro da Aldeia para identificação botânica e análise química com foco medicinal além de beneficiamento comercial. 

Especialistas realizaram marcação de matrizes e recolheram amostras que serão depositados no acervo do herbário do Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, para estudo e posterior obtenção de laudo técnico botânico, contendo informações como a descrição das espécies, distribuição geográfica e dados referentes ao uso e ao valor econômico atribuído. 

As amostras da raiz, folhas e frutos serão enviadas para o Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz), considerado o maior laboratório farmacêutico oficial vinculado ao Ministério da Saúde, que atua nas áreas de educação, pesquisa, inovação tecnológica e produção de medicamentos. O objetivo é promover uma análise química instrumental e fitoquímica da matéria-prima vegetal, dos extratos e do produto final, fornecendo subsídios para a proposição de critérios de qualidade.

Os dados poderão ser utilizados como referência a outros estudos científicos e servirão de base, em uma próxima fase do projeto, para a formulação de uma cartilha de boas práticas, contendo as propriedades atribuídas à planta, os protocolos de cultivo, beneficiamento, qualidade vegetal, composição química, dentre outras etapas que estruturam a base da cadeia produtiva da aroeira.

“A ideia é que a gente possa ter um material para ser repassado ao Brasil inteiro e padronizado em nível ambiental, de comercialização, além do reconhecimento das plantas junto à Fiocruz e ao Jardim Botânico. A proposta é colocarmos São Pedro da Aldeia como sendo a cidade piloto, para que outros municípios também possam trabalhar nessa mesma linha, e para que possamos ter um produto de qualidade, melhorando as condições de comercialização e beneficiamento para o produtor.”, disse o técnico em agropecuária do MAPA, Pedro Catette.

São Pedro da Aldeia foi a primeira em todo o Estado do Rio a inaugurar um centro de beneficiamento da aroeira por meio de recursos do Programa Rio-Rural da Secretaria de Agricultura e Pecuária do Estado do Rio de Janeiro/Emater-Rio. O projeto pioneiro envolveu ainda a elaboração de um Plano Florestal Sustentável para o manejo e cultivo da planta, aprovado pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea), e a capacitação e certificação dos produtores rurais pelo SENAR-RJ. O plano foi um marco para a legalização da atividade de extração. Com o projeto “Aroeira Novos Tempos, Novos Rumos”, São Pedro da Aldeia também foi um dos municípios finalistas do Prêmio Sebrae Prefeito Empreendedor, na categoria Inovação e Sustentabilidade.

A Prefeitura de São Pedro da Aldeia informou que a escolha da comunidade aldeense foi feita a partir de um estudo conduzido por diversas instituições que formam um Grupo Técnico de trabalho, o GT-Aroeira, dedicado especificamente ao estudo da exploração da aroeira no Rio de Janeiro, composto por representantes da Prefeitura, Inea, Mapa, Emater-RJ, dentre outras entidades e especialistas em botânica e gastronomia. 

Créditos ao Diário Aldeense

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