Times e arbitragem são barrados e jogo do SPAC na Série C não acontece

Uma situação, no mínimo, curiosa, norteou o jogo entre Rio São Paulo e São Pedro. O jogo, que deveria acontecer neste domingo (9), pela Série C do Carioca, sequer foi iniciado. W.O.? Não! A situação da partida está indefinida.

As delegações dos dois clubes estavam presentes, assim como a arbitragem. No entanto, ninguém foi autorizado a entrar. A versão passada ao FutRio.net, até o momento desta postagem, é de que a administração do Estádio Miécimo da Silva, responsável pelo campo, não teria autorizado a entrada de ninguém, já que o Rio São Paulo, o mandante do jogo, não teria dado garantias de segurança para a realização da partida.

As delegações chegaram ao local antes das 13h. No entanto, não passaram do portão. Impedidos por seguranças, ouviram que o estádio não tinha condições suficientes de segurança para abrigar a partida que iniciaria-se dali a pouco.

O fato que colocou em alerta os administradores do estádio aconteceu ainda em maio, quando o gerente de futebol do União Central, Carlos Alberto, sofreu um infarto nos vestiários do Miécimo. O técnico Paulo Veltri, do Rio São Paulo, afirmou que chegou a conversar com os seguranças, mas que não houve consenso.

- Chegamos ao meio-dia e nos disseram que não ia ter jogo. 45 minutos depois, veio o São Pedro. Perguntei por quê o jogo não estava autorizado, já que tínhamos mandado um ofício à Federação de que nosso time mandaria seus jogos lá. Foi quando disseram que a administração queria garantias de que nada aconteceria. Como eu posso garantir que alguém não vai sofrer um infarto lá dentro? – indagou o treinador.

O delegado do jogo, Fernando Wandermurem, e o delegado de arbitragem, José Marçal Filho, ainda tentaram entrar para conversar, mas foram também barrados. Às 13h30, a partida foi cancelada. Inicialmente, o São Pedro estudou a possibilidade de vencer por W.O., já que não haveria médicos suficientes no local e que o clube teve despesas com, entre outras coisas, viagem e alimentação.

No entanto, o Rio São Paulo explicou que, como mandante, dispensou os médicos assim que foi comunicado do cancelamento do jogo, uma hora e meia antes da bola rolar.

- Decidimos liberar os médicos, porque iríamos gastar R$ 500 à toa. Não tem porque fazer isso – disse Paulo Veltri.

A diretoria do Rio São Paulo disse ao FutRio que não foi comunicada de maneira oficial da razão do cancelamento do jogo, mas que deverá se reunir com os administradores do estádio nesta terça-feira (11) e, só então se posicionar sobre o caso.

Créditos ao FutRio

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